Quando a necessidade de fazer algo acontece,
a disposição do meu corpo se afeta desta maneira:
estou diante de uma piscina de água fria
e vou pular
sou o calor do corpo seco
o ar que respiro
a imobilidade expectante
os ruídos que escuto
estou segura pelo atrito
do meu peso sobre os pés
dos meus pés sobre o chão
sou a queda e o impacto
uma nova densidade
o silêncio
este deslocamento lento
em deslize
(Primeiro Voo – 2004. serigrafia e bordado)

03/09/2011 às 11:34 am |
gosto da maneira que você escreve e da maneira que você fala seus escritos.Não é por ser seu aluno, longe de mim querer puxar seu saco. Meus comentários vão ser simples, ok
GOSTEI !
Um corpo que na liberdade se deixa cair e se desfaz (aprendendo? Sem medo de errar, quem sabe.)
Um corpo que pula com amarras seguras (uma pessoa muito experiente ou muito insegura?)
Um corpo que percorre um grande caminho até sua armadura. Pode se levar a vida fechado ou aberto as sensações que nos circundam ou hora aberto e fechado. Só não devemos nós habituar com a falsa segurança dos nossos ferrolhos.
São pensamentos que tive nas primeiras olhadas.
Tá bom, né.