d’ela

 

 

 

 

 

Ela era uma que se confundia em pelo menos duas. 

 

É certo que um dia se encontraria com uma outra.

Que fosse um tanto uma, assim como ela era.

E foi em um dia assim que conversar em silêncio lhe aconteceu.

Um dia assim não chega a ser um lugar.

Um dia assim acontece nas paisagens de ser gente.

De ser pessoa só ao mesmo tempo em que outras.

Mas foi  em um dia assim que a esta uma aconteceu.

Por olhar bem de perto.

Então ela aprendeu uma coisa:      

A se confundir no que sentia.     

Não sabia mais o que era ela.

Porque sentia como uma primeira vez 

Ela era ela mesma sem saber.

Uma ela diferente nela mesma.

Por um instante não se reconhecia.

Instante a um só tempo.

Tão antigo quanto novo.

Tão vísível quanto cego. 

No descanso do corpo tensionado.

Ao limite de um segredo que se revela. 

Por um silêncio impronunciável.

Todo pulso em movimento.

Na proximidade da pele.

Sucessivamente externa.

Profundamente desdobrada.

Um encontro impossível aconteceu.

E as semelhanças eram abismos.

 

 vestido21

   

 

 

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