Ela estendida

para a infinita Ela, que não sabe de si mais do que inventa.

 

 

Um ventre deitado sobre o chão

Não por vontade de morte

Mas nulo desejo de viver

Como folhas desprendidas ao chão

O pescoço longo

Tensão horizontal

A cabeça fechada pela nuca

Grande e dura, bonita e inútil

Ela em resplandecente abraço

Deitada rente ao solo sombreado 

Uma concavidade desabada

Com entradas proibidas

Imensidão estendida sem esforço

Limites moles e quebradiços

A cabeça incômoda repousa

Em nulo desejo de viver

inutil


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2 Respostas to “Ela estendida”

  1. marcelo Says:

    e eu que tinha perdido mais esta d’ela !

    adorei!

    • Julia Panadés Says:

      perceba que:

      no desenho que acompanha o texto
      a costura está sobre a pele do corpo
      você disse que isto era uma boa coisa.
      então me lembrei de você dizendo isto enquanto bordava.

      obrigada por sua presença tão visitadoura!

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