vingadora

 

Há tempos espero

Que os rodeios se afastem

Para fazer passar

Algo que não contei ainda 

Sigo repleta da espera

 

Que um dia parta o agora

Forçando o tempo rachado

A passar pela fresta aberta

O chão sob o calcanhar

Na beira do que cismo

 

Digo aqui do alto – nasci para você nascer

 

Palavra fora da norma

Enchimento de mim

Pouco a pouco

Levada ao vento

Para longe daqui

 

 

 

desenharcomodizer

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2 Respostas to “vingadora”

  1. Bruna Says:

    Juju.
    adoro te visitar.
    Leio como se ouvisse sua voz recitando suas poesias profundas.
    saudades

  2. Cristiano Says:

    Oi, tia Júlia!
    Já havia visitado seu blog, porém, dessa vez resolvi ficar mais.
    Tudo por culpa sua, que nos mostrou alguns de seus trabalhos na última quarta-feira de manhã, durante a aula.
    Sempre me foi agradável o contato com aquilo que ensina, mais agora, após o contato com um pouco do que você faz.
    Não vou mentir: não entendo absolutamente nada de poesia, não sou poeta, não.
    Mas acompanhados de suas ilustrações, seus poemas acabaram fazendo o bem aos meus olhos.

    Um abraço!

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