Lareira (desenho do poema – última parte)

17/07/2011

 

 

 

 

 

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Pavio Aceso

17/07/2011

– volta!

aqui é quente e inverno e quente e inverno
debaixo do cobertor com a janela aberta
travesseiros que cheiram travesseiros

um corpo nu um corpo nu um corpo nu
só e arredondado
andando as quinas da casa

cabeça vazia em respiração de si
expiração de mundos
silêncio de multidões

o guardo o gasto o guardo o gasto
economia de vida por preciosidade dada
eu dado você tabuleiro meu peão suas mãos

aonde?

em qualquer espaço que nos faça distâncias
de amanhã invertendo hoje
agora que já foi agora que já foi agora

as paredes sujas ecoando
minha voz palavra
de você na boca

ela diz – volta!

Desenho do poema Amor

14/07/2011

para Pablo

 

 

 

 

4 folhas do livro poema Imagino Veneza

13/07/2011

 

 

 

 

 

 

 

 

amor

13/05/2011

eu não tenho pressa / porque amo mais hoje,

amo para depois do amor / desde antes da demora

até crescer deste tamanho

e me tornar grande e menor diante de você

que se torna grande e menor diante de mim

a caber pequeno / e eu pequena em você

 

por um calor que se expande no frio

por atrito e concavidades

como pedras esculpidas pela curva do riacho

tudo fresco e renovado / a passagem incessante

nossas aberturas / os nós e as pontas

um tecido sem pressa / porque o irregular demora

amor

Chão e Asa, o texto todo. (desde agosto de 2008)

21/04/2011

o que suspende o corpo é a véspera.

porque véspera é palavra com asas.

quando acontece o hoje o chão vibra.

porque a voz do hoje é áspera e dura.

.

mas se hoje é também véspera.

asas voam despidas de corpo.

pernas tentam alcançar os passos.

nuvens ventam dúvidas sobre o chão.

.

a inadequação é um presente.

hoje deu à véspera uma caixa.

é um plano surpresa feito de ar.

serve para desistir do inadiável.

primeiras páginas do livro – poema Chão e Asa

21/04/2011


aqui de onde escrevo

27/03/2011

 

é sombrio e ensolarado

ao mesmo tempo

o tronco e o abraço

o único pilar da casa

a copa destampando o calor

desenhos de um piso movediço

 

meus pensamentos

estas clareiras abertas

alternando penumbras

passos empoçados

fundos falsos desfeitos

em abrigos para teus olhos

 



Faça-me contradições fecundas.

26/03/2011

 

 

se for

20/02/2011

ser o que se é

eis a vantagem

sem precisar mentir

nem dizer a verdade

seguir sendo

um sol insone